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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Um desejo?

Em uma caverna esquecida, abrindo um livro lacrado.
Não havia chance de alguém cogitar pedir aquilo. Como alguém pode remover uma sina? Remover partes da essência dármica? Diante dos olhos do jovem filho de uma nobre família, o semblante imponente, as certezas que tinham alguns séculos acumulados em seus traços, uma ponte para o que se nega, uma passagem para que a ânsia virasse coisa, o sonho virasse objeto. Mais uma vez o gênio perguntou, o rapaz gaguejava, suava bastante, a temperatura estava mais baixa... Ele queria negar os seus anseios, mas não sabia como transformar aquilo em palavras; o desejo ao gênio. Então ele pediu: nunca mais deitar-se com uma mulher que não fosse nobre! Nunca mais. O gênio estufou o peito, apertou os olhos e concedeu o pedido do nobre... Um gênio vislumbra o destino, no entanto tem limites para afetá-lo, não havia como converter o desejo do jovem nos momentos este quisesse, todavia, existia uma forma dele nunca mais sentir necessidades da carne; foi nessa hora que os salteadores beduínos entraram na caverna.

Asthar-Seph

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