O Capoeira vestia-se com um pouco de toda a Europa:
Lenço de seda italiana,
Tamancos alemães,
Terno francês...
Seu único artefato nacional era sua navalha
Já manchada com sangue
De muitos que o subestimaram...
Parece dançar,
O andar é gozador,
Ele olha para o outro lado da rua
E interroga o oficial que lhe
Observa apreensivo:
"Qué apanhá sordado?!"...
(...)
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Vocifera o tolo!
Homens e ideologias do século XIX me construíram!
Não compreendo, mas me tornei um herói!
Vamos guerreiros de virtudes invisíveis!
Sei que eles detestavam a cor de minha epiderme, minha etnia!
Mas assumo lutas vindas de terras distantes!Ponho-me como um lutador de verdades de outros povos!
O diabo governa o governo!
Confronto o inevitável!
Vomitando o preto!
Não como herói!
Defecando o vermelho!
Um tolo! Sim!
Mas o orgulho e a ideologia chamam-me de herói!
A crença de tais afirmações me dão força! Vontade!
Vejo inimigos em todos os lados!
Pobres humanos simples! Ordinários!
Minha mente cresceu e me tornei um herói!
Deus colocou o dedo sobre mim!
Vamos camaradas!
Levanto bandeiras!
O tumulto é minha bandeira!
Vamos companheiros!
Sou um herói! E irei salvar o povo!
Mesmo que o povo não queira! Mesmo que não precise!
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Pequena
Deitado - o pensamento guia a inércia física,
Nadando em anseios perdidos...
Em vasta lembrança: um sorriso... Um olhar...
Há muito lamento...
Nenhum desejo!
Engano-me... E Vênus assume o seu semblante!
Lábios cobertos de encantos, cinismo, malícia...
Ligeiramente perturbado... Pele cor de cobre inunda-me de ilusões!
Ecos daquela frágil voz em minhas angústias vãs...
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